História do Lápis

Entre todos os instrumentos de escrita, o Lápis é sem dúvida o mais universal, versátil e econômico, produzido aos milhões todos os anos, mesmo na era da Internet.

É com o Lápis que as crianças de todo o mundo aprendem a escrever. É indispensável para todos os tipos de anotações, traçados e rascunhos - sobretudo para tudo o que possa ser escrito ou desenhado à mão.

O Lápis é um produto de longa durabilidade, que exige poucos cuidados, não é afetado por variações climáticas e escreve até debaixo d'água ou no espaço. Que outro instrumento de escrita pode se gabar de ser tão versátil?

A história do lápis confunde-se com a evolução da humanidade. Por isso, a sua autoria é desconhecida até hoje. Tem-se, apenas, conhecimento de alguns marcos históricos, como:

70 d.C.

Plínio, o Velho, menciona pequenos discos de chumbo, observando que não eram usados para escrever ou desenhar, mas apenas direcionar o traçado das linhas.

1565

Na Grã-Bretanha é localizado o primeiro registro do uso do grafite nas minas dos Lápis, totalmente desprovidos de refinamento, feitos como um sanduíche de dois pedaços de madeira com o grafite no meio.

1644

Primeiro registro do uso do Lápis na Alemanha, por um oficial da artilharia.

1659

A profissão de fabricante de Lápis é citada em documento oficial pela primeira vez, num contrato de casamento na cidade de Nuremberg

1761

Em Stein, cidade próxima a Nuremberg, na Alemanha, Kaspar Faber inicia seu negócio de Lápis.

A partir daqui, a história do Lápis se confunde com a própria história da Faber-Castell.

O lápis mais antigo do mundo.

Este objeto incomum foi encontrado em meio ao entulho de uma casa do século 17 que estava sendo reformada. Evidentemente um carpinteiro o esqueceu lá e ele, provavelmente, lá permaneceu, despercebido, por três séculos. O lápis é feito com dois pedaços de madeira de tília e um pedaço de grafite puro entre eles, como um sanduíche, e apresenta sinais de uso que confirmam sua interessantíssima era. O mais antigo exemplar sobrevivente de um lápis de madeira de todo o mundo é agora preservado pela Faber-Castell. Na época em que este instrumento de escrita foi fabricado, os lápis eram uma invenção relativamente nova.

Se a história é verdadeira, pastores do Cumberland se depararam com um depósito de grafite, que erroneamente acreditaram ser chumbo virgem. A substância "que parecia chumbo" provou ser muito melhor para escrever e desenhar do que o duro chumbo metálico e também mais prática do que a pena e a tinta. Assim, seu uso se disseminou rapidamente.

Originalmente, as varetas de grafite foram revestidas com couro, papel ou envolvidas em cordão. Mais tarde foram colocadas dentro de envoltórios de madeira ou metal, para protegê-las. Então tiveram a idéia de recobri-las totalmente em madeira colada. Assim nasceu o lápis e, com ele, a marca de seu fabricante.

Como os primeiros lápis foram fabricados?

Os primeiros lápis foram feitos artesanalmente. Um entalhador de móveis cortou a madeira e esculpiu um talho para servir de apoio para a grafite. Os usuários de lápis eram principalmente carpinteiros e artistas.

Depois do rápido aumento de preço da grafite, durante o período das guerras napoleônicas, a mistura da grafite com o barro foi desenvolvida em princípios do século XIX. A grafite foi pulverizada e misturada com barro úmido. As varas finas talhadas foram queimadas e embebidas em óleo ou cera. Atualmente, os lápis são trabalhados a partir de tábuas de sarrafo. Cada par de tábuas produz até dez lápis convencionais.

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